Arquivo do mês: março 2010

A vida como ela é

Agora vai

Atenção alunos do EE Sapopemba!
Vamos dar um jeito de arrumar aquela maldita sala de informática para que todos possam utilizar aquele espaço público e de direito de todos vocês.
Cliquem no link abaixo, para mandar uma mensagem para o órgão que toma conta daquela sala pra que eles arrumem urgentemente.
Postem nos comentários aqui quando você enviou a mensagem, dia e horário.
Nossa mobilização pode mudar aquela situação
http://acessaescola.fde.sp.gov.br/Publico/Fale.aspx
Abraços

Porque estou de greve

É importante reconhecer que nós professores do Estado de São Paulo passamos pelos últimos anos por situações humilhantes e ultrajantes.

O Estado tem feito ataques a educação pelas condições de trabalho que cada dia que passa temos que nos sujeitar.

Algumas coisas que não são informadas, devem ser esclarecidas:

Divisão de professores temporários em várias categorias

Vem fragmentando a categoria dos professores, colocando uma disputa interna por aulas ao separar professores por categoria, sub-categorias, criando um clima de extremo desconforto dentro do ambiente escolar.

Os objetivos claros que o Governo não divulga são os seguintes:

Oxigenar as escolas com trabalhadores que não terão de forma alguma vínculo com a educação

Essa divisão prevê que haverá um esquema de rodízio entre os novos profissionais da educação “Categorias L, O e S” tem que em momentos distintos se afastar da profissão, 200 dias letivos exatamente, para evitar vínculos profissionais e consequentemente economia com gastos trabalhistas.

Encher a escola de novos trabalhadores que no início da carreira se sujeitam aos maus-tratos do governo, já que não podem de forma alguma encarar aquilo como uma carreira.

Categoria “O” não pode se ausentar das aulas por 4 dias durante o ano que são desvinculados automaticamente (Isso é ridículo) e muitos desses profissionais estão com medo de fazer greve (que é um direito constitucional) com receio de perder o emprego.

Professores que serviram o Estado e a educação por cerca de 20 ou 25 anos (sobreviveram) por qualquer motivo que possa existir não fizeram a “provinha” (conheço pelo menos dois professores que passaram por problemas de saúde no dia da prova e não conseguiram aulas esse ano) não estão habilitados a lecionar, sendo substituídos por professores novos na rede (qual o critério técnico para uma escolha dessas?)

Funciona mais ou menos como se em uma empresa fosse feita uma prova, no final de todo o ano, se o gerente falta a prova ele perde o lugar para o estagiário.

A greve é uma atitude nesse momento de fundamental importância para a classe dos trabalhadores da educação, nós lutamos pela perdas dos últimos anos, são pelo menos 5 anos sem nenhum tipo de aumento, policiais militares chegaram a um acordo de 23% de reajuste salarial,  o governo nos propõe ridículos 1%.

Não sei quais são os objetivos (na verdade acho que sei, mas não quero acreditar) mas o Governo Serra, Alckmin, Covas estão a cada ano que passa fazendo um desserviço a população paulista no setor educacional, provavelmente querendo semear eleitores futuros que não tenham acesso a informação, ou o acesso a informação que interessa ao governo.

A realidade da escolar é bem diferente do que a propaganda do governo mostra na TV.

Escolas que mais parecem presídios, cheios de trancas em bibliotecas e em salas de informática.

Nas escolas que leciono, vocês alunos do Sapopemba sabem muito bem que a sala de informática, por um problema estritamente técnico paga estagiários para ficar as moscas na sala que deveria ser de acesso público, já que os investimentos chegam, mas atravancam. Isso sem falar nas baias que colocaram, feitas pra qualquer coisa, menos pro computador que está lá.

No Jopeque não há espaço físico para uma sala de multimídia, portanto se eu quiser passar um vídeo ou fazer uma apresentação no datashow tenho que levar o equipamento de sala em sala, montar e desmontar a cada aula além de assinar um termo de responsabilidade sobre qualquer problema que acontecer com o equipamento.

Eu falo com o coração partido de verdade que a minha carreira como professor do Estado não deve ter vida longa, a situação na qual o trabalhador é colocado é de total descaso e para o governo e a grande mídia tudo isso tem um culpado, ele se chama “PROFESSOR” sem ele os problemas na educação não existiriam.

Ser professor, na rede estadual, é sobretudo um trabalho heróico, pois nem todo mundo se sujeita a essas condições de trabalho, humilhantes para profissionais que tanto se dedicam a população e as novas gerações.

Por isso estou de greve.

Contra o Serra Elétrica